domingo, 27 de setembro de 2009

AULA 3

praia Jijoca, Jericoacoara
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REFORMA ORTOGRÁFICA DA LÍNGUA PORTUGUESA - 2ª PARTE
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Portugueses sofrem mais com as mudanças - Depois de muito chorar após a notícia das mudanças ortográficas, os brasileiros podem confortar-se diante do fato de que nossos irmãos de língua, os portugueses, estão passando por agruras ou “agrrrurash” muito maiores.
Como assim nos contentar? Ora, nossos ex-compatriotas estão em problemas; isso não é falta de cordialismo e solidariedade? Bom, nesta situação, está mais para não reclamar do seu problema antes de olhar a condição da pessoa do seu lado ou, neste caso, da pessoa do outro lado do oceano. Isso sim, seria falta de compaixão!
Bom, vejamos... Além da eliminação do “h” nas palavras “húmido” e “herva”, os lusófonos deverão desaparecer com o “c” e “p” mudos, ou seja, não pronunciados nas palavras. Sim, os que nunca se pronunciam não tem vez nem no idioma!
Assim, a acção de mudar vai ter que ser colectiva, mas creio que não menos aflicta, pois nem toda mudança é assim tão exacta e imediata! Então, creio que nossos irmãos portugueses vão, primeiramente, baptizar as novas regras e, depois, torcer para que os directores de toda essa agitação não mudem mais nada!
Nessas circunstâncias, sobrou para Portugal!
Por Sabrina Vilarinho - Graduada em Letras
O trema partiu, tadinho! - Sim, podemos dizer adeus ao trema! Este foi totalmente suprimido de palavras portuguesas, bem como das aportuguesadas.
Lembremo-nos sempre de que o trema não é um acento e sim um sinal gráfico, apesar de estar na sequência da acentuação no acordo ortográfico. Este sinal é chamado de diérese, que significa a separação de duas vogais adjacentes em sílabas diferentes.
Assim sendo, palavras que normalmente eram grafadas com o trema, como: lingüiça, tranqüilo, lingüística, bilíngüe, freqüentar, cinqüenta, agüenta, etc. não possuem mais o trema.
Essa nova regra justificou-se no fato de que há ditongos na língua que não precisam do trema para indicar a quem lê o fato do “u” ter que ser pronunciado ou não, como em língua e quente. No primeiro caso, sabe-se que o “u” deve ser pronunciado e no segundo, não. Este fato não tem a ver com grafia e sim com fonética, ou seja, com o modo de dizer e não com o de escrever, tornando o trema desnecessário. Assim, por que continuaríamos sinalizando lingüiça, por exemplo?
A supressão deste sinal afeta diretamente o Brasil, uma vez que os outros países que têm o português como idioma oficial não o utilizam. Abaixo o trema, viva a independência do ditongo!
Uma observação a se fazer, como nos foi sugerido, é que o trema continua apenas em nomes próprios e seus derivados: Müller, mülleriano, Bündchen, Hübner, hübneriano, e assim por diante.
Por Sabrina Vilarinho - Graduada em Letras


Erasmo Melo [sanfona], Marcos Kalzone [triângulo e vocal] e Gil Bandeira [zabumba] - Forró no Beach Park Resorts (suítes)

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HUMOR - Um matemático desenvolveu um método 'matemático' para capturar um leão: vai-se à África e, quando se encontra um, entra-se rapidamente numa jaula e declara-se: "Eu defino isto como sendo o exterior!"
NÚMEROS PARES, ÍMPARES E IDIOTAS - O que acontece quando um quatro é dividido pela metade? Pois em vez de um quatro morto, teremos dois dois vivos. E se deles, subtrairmos um? Ficamos com um três complexado. O dez acha um privilégio ser o dobro de cinco, mas não suporta ser a metade de vinte, enquanto o dois ambicioso, passa o dia se esforçando na academia para transformar-se em um três.
Originalíssimos contos passados no mundo dos números, tão complicado, incompreensível e cheio de preconceitos como o dos humanos. Humor para o público inteligente que gosta da Matemática Divertida.

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